Morgan Freeman faz qualquer coisa parecer legitima, não importa o quanto seja cientificamente improvável. No novo filme Lucy, por exemplo, Morgan interpreta um pesquisador que cita o "fato" dos seres humanos apenas utilizarem cerca de 10% da capacidade do cérebro. Esto é muito, mas muito errado! Mas por que eles continuam tocando neste assunto? E quanto realmente utilizamos de nosso cérebro?
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quinta-feira, 31 de julho de 2014
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Cérebro de Albert Einstein era diferente de acordo com estudo
O córtex cerebral de Albert Einstein foi capturado em imagens para ser estudado posteriormente. Mais de 50 anos depois, as imagens ressurgiram. No primeiro estudo formal sobre elas, descobrimos algumas pistas sobre a inteligência extraordinária do cientista.
Pesquisadores da Florida State University analisaram 14 fotografias do cérebro de Einstein, e as compararam com 85 cérebros humanos “normais”. Não surpreendentemente, eles notaram algumas diferenças marcantes.
Segundo os pesquisadores, o cérebro de Einstein tinha algumas diferenças morfológicas notáveis. Sim, a dimensão global e formato assimétrico do cérebro eram normais. No entanto, o córtex pré-frontal, somatossensorial, motor, parietal, temporal e occipital eram “extraordinários”, nas palavras dos pesquisadores.
Os neurocientistas, uma equipe liderada por Dean Falk, suspeitam que essas anomalias possam ter dotado Einstein com suas habilidades visuais-espaciais e matemáticas. Isso também pode explicar sua preferência por experimentos mentais.
Logo após a morte de Einstein, em 1955, seu cérebro foi removido e fotografado de vários ângulos não-convencionais. Ele também foi seccionado em 240 blocos, a partir dos quais foram criados diversos slides.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Estudo diz que o desenvolvimento de cérebros maiores pode ter nos deixado mais suscetíveis ao câncer
Uma nova hipótese que paira na comunidade científica sugere que o desenvolvimento de cérebros maiores e intelecto superior tenha resultado no aumento no risco do surgimento de câncer em humanos. Valeu, cérebro.
A teoria é mais ou menos assim: geralmente células morrem de uma maneira controlada (chamada apoptose), o que permite que novas células substituam as antigas. O processo faz com que as células velhas com mau funcionamento sejam destruídas antes que elas saiam de controle e se transformem em tumores. Mas para fazer com que nossos cérebros crescessem mais, nossos corpos aprenderam a estender a vida das células, atrasando a apoptose e, com isso, aumentando o risco do desenvolvimento de câncer.
A nova teoria foi publicada na PLoS One e não é só um blablablá acadêmico sem muito fundamento. Na realidade, ela é apoiada por uma análise do ciclo de vida de células de humanos, chimpanzés e macacos. Os resultados apontam para o fato de que as células humanas se submetem à apoptose de maneira muito mais lenta — e, com isso, têm chances maiores de mutação.
Talvez compreensivelmente, alguns estudiosos alertam que a teoria deva ser encarada com pelo menos uma pitada de desconfiança. “Ela soa como uma descoberta experimental,” explica Todd Preuss do Centro Nacional de Pesquisa em Primatas, em Atlanta, Georgia, à New Scientist. “O que isso significa em um contexto mais amplo está aberto ao debate.” Parte do problema é que não há dados sistemáticos sobre as taxas de câncer em primatas não-humanos para comparação.
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