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terça-feira, 23 de outubro de 2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Estudo diz que o desenvolvimento de cérebros maiores pode ter nos deixado mais suscetíveis ao câncer
Uma nova hipótese que paira na comunidade científica sugere que o desenvolvimento de cérebros maiores e intelecto superior tenha resultado no aumento no risco do surgimento de câncer em humanos. Valeu, cérebro.
A teoria é mais ou menos assim: geralmente células morrem de uma maneira controlada (chamada apoptose), o que permite que novas células substituam as antigas. O processo faz com que as células velhas com mau funcionamento sejam destruídas antes que elas saiam de controle e se transformem em tumores. Mas para fazer com que nossos cérebros crescessem mais, nossos corpos aprenderam a estender a vida das células, atrasando a apoptose e, com isso, aumentando o risco do desenvolvimento de câncer.
A nova teoria foi publicada na PLoS One e não é só um blablablá acadêmico sem muito fundamento. Na realidade, ela é apoiada por uma análise do ciclo de vida de células de humanos, chimpanzés e macacos. Os resultados apontam para o fato de que as células humanas se submetem à apoptose de maneira muito mais lenta — e, com isso, têm chances maiores de mutação.
Talvez compreensivelmente, alguns estudiosos alertam que a teoria deva ser encarada com pelo menos uma pitada de desconfiança. “Ela soa como uma descoberta experimental,” explica Todd Preuss do Centro Nacional de Pesquisa em Primatas, em Atlanta, Georgia, à New Scientist. “O que isso significa em um contexto mais amplo está aberto ao debate.” Parte do problema é que não há dados sistemáticos sobre as taxas de câncer em primatas não-humanos para comparação.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
O gênio está morto
Morreu nesta quarta-feira (5) aos 56 anos o empresário Steven Paul Jobs, criador da Apple, maior empresa de capital aberto do mundo, do estúdio de animação Pixar e pai de produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad.
Idolatrado pelos consumidores de seus produtos e por boa parte dos funcionários da empresa que fundou em uma garagem no Vale do Silício, na Califórnia, e ajudou a transformar na maior companhia de capital aberto do mundo em valor de mercado, Jobs foi um dos maiores defensores da popularização da tecnologia. Acreditava que computadores e gadgets deveriam ser fáceis o suficiente para ser operados por qualquer pessoa, como gostava de repetir em um de seus bordões prediletos, que era "simplesmente funciona" (em inglês, "it just works"). O impacto desta visão foi além de sua companhia e ajudou a puxar a evolução de produtos como o Windows, da Microsoft.
Foi obrigado a lidar com a morte, que temia, como a maioria dos americanos de sua geração, desde os dias de outubro de 1962 que marcaram o ápice da crise dos mísseis cubanos. "Fiquei sem dormir por três ou quatro noites porque temia que se eu fosse dormir não iria acordar", contou, em 1995, ao museu de história oral do Instituto Smithsonian.
A luta de Jobs contra o câncer desde 2004 o deixou fisicamente debilitado nos anos de maior sucesso comercial da Apple, que escapou da falência no final da década de 90 para se transformar na maior empresa de tecnologia do planeta. Desde então, passou por um transplante de fígado e viu seu obituário publicado acidentalmente em veículos importantes como a Bloomberg. Há 42 dias, deixou o comando da empresa.
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